A Polícia Federal cumpre, nesta terça, novos mandados de busca e apreensão para apurar crimes envolvendo investigados por envolvimento nas fraudes bilionárias contra aposentados no INSS.
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão. Um dos alvos é o advogado Willer Tomaz. Familiares do senador Weverton Rocha, do PDT maranhense, também estão na lista.
Num dos endereços dos alvos, a PF encontrou uma máquina utilizada para contar dinheiro vivo. Entre os crimes investigados, segundo a PF, está o de lavagem de dinheiro. Ainda não há detalhes sobre a relação de todos os alvos.
“As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos”, diz a PF.

O senador Weverton é vice-líder de Lula no Senado e foi relator da indicação de Jorge Messias ao STF. Ele é um dos principais apoiadores e aliados de Lula no Maranhão. Ele estava no palanque ao lado do petista no dia em que o PDT consumou o apoio ao projeto de reeleição do presidente da República.
Já Willer é conhecido por suas amizades no mundo da política, como o candidato Flávio Bolsonaro, e por advogar para caciques partidários do centrão.
Em 2017, Willer foi preso pela PF numa investigação derivada da Lava-Jato, após ser citado nas investigações contra o grupo J&F. O caso acabou arquivado por falta de provas.
Desde o início das investigações, a Polícia Federal já mapeou desvios contra aposentados que superam a casa dos 6 bilhões de reais. As vítimas dos descontos ilegais articulados em aposentadorias pela máfia da Previdência chegam a mais de 5 milhões de beneficiários. O governo Lula já gastou bilhões para reembolsar aposentados por causa do escândalo de corrupção.
As apurações prosseguem para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.
Veja
