Itabaiana, Piancó e Bayeux terão um esquema diferenciado de segurança durante as eleições deste ano. As três cidades receberão reforço antecipado da Polícia Militar da Paraíba após os juízes eleitorais dos municípios solicitarem tropas federais para garantir a ordem pública durante o processo eleitoral.
Leia Também:
Após repercussão, vereador recua e diz que errou ao defender pressão por votos
Apesar dos pedidos, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu não requisitar a presença de tropas federais. Em vez disso, a Corte solicitou à Polícia Militar um planejamento específico para os três municípios.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pelo comandante-geral da PM-PB, tenente-coronel Ronildo, durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM.
Segundo o comandante, o reforço será formado exclusivamente por tropas especiais e chegará às três cidades antes do restante do efetivo destinado à segurança eleitoral.
Enquanto o reforço da PM começará a ser distribuído em todo o estado a partir de 1º de outubro, Itabaiana, Piancó e Bayeux terão a operação antecipada, com chegada do efetivo 15 dias antes da votação.
“Nas três cidades nós vamos antecipar o reforço”, explicou Ronildo.
O efetivo especial será comandado por um tenente-coronel e terá entre suas atribuições o policiamento das localidades, o acompanhamento de eventos políticos e o monitoramento das condições de segurança durante o período eleitoral.
O planejamento não ficará restrito ao dia da votação. Conforme a Polícia Militar, o esquema especial permanecerá durante o período eleitoral e também após as eleições.
A decisão de não solicitar tropas federais foi tomada após reuniões entre a Justiça Eleitoral e representantes das forças de segurança que atuam na Paraíba.
Participaram das discussões representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Exército Brasileiro.
De acordo com Ronildo, os órgãos apresentaram à Justiça Eleitoral o planejamento elaborado para garantir a segurança durante as eleições. Na avaliação da PM, as informações apresentadas foram suficientes para demonstrar que não havia necessidade, naquele momento, de mobilização de tropas federais.
O comandante afirmou ainda que as situações apontadas pelos juízes eleitorais eram consideradas pontuais e já haviam sido alvo de ações preventivas das forças de segurança.
Diante desse cenário, o TRE-PB decidiu pelo reforço da própria Polícia Militar, com uma operação específica para os três municípios.
O comandante-geral informou também que a PM e as demais forças de segurança participaram de reuniões regionalizadas com o TRE-PB, juízes e promotores eleitorais.
Os encontros foram encerrados na quinta-feira (10), em Patos, e serviram para apresentar o planejamento de segurança para o período eleitoral.
Durante as reuniões, magistrados e representantes do Ministério Público puderam apresentar demandas específicas de suas zonas eleitorais, tirar dúvidas e sugerir medidas preventivas.
A estratégia adotada pelo TRE-PB busca, portanto, evitar a necessidade de tropas federais, apostando em um reforço antecipado e direcionado da Polícia Militar nas três cidades que apresentaram maior preocupação à Justiça Eleitoral.
Redação
