Governo diz que ‘objetivo eleitoreiro’ fez Flávio pedir adiamento de tarifaço

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma nota no começo da noite desta terça-feira, 7, repudiando a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à audiência pública nos Estados Unidos que debateu a aplicação do tarifaço sobre a importação de produtos brasileiros. O documento faz duras críticas ao pré-candidato do PL e o acusa de “traição à pátria” (leia a íntegra ao final). A nota é assinada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
“Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador (Flávio Bolsonaro) optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país. O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”, diz o começo da nota.
Nesta terça, Flávio fez uso da palavra na audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para dizer que esse segundo tarifaço vem no “pior momento possível” e que pode beneficiar a campanha de Lula, posição que ele já havia externalizado antes. O parlamentar também citou vários escândalos de corrupção atrelados ao PT, destacando principalmente as fraudes do INSS, o que também foi alvo de críticas da resposta do Planalto.
“Ao citar o caso Master, maior esquema de corrupção da história do país, omitiu sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro. Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de 130 milhões de reais para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai”, consta em outro ponto da nota. O governo também disse que o senador “agora tenta mudar o discurso e passar a imagem de que defende o Pix”.
A nota é finalizada apontando que Flávio estaria “traindo a Pátria” e “fazendo oposição ao povo brasileiro”. “Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz o último parágrafo do documento.
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