Tropas federais na Paraíba: depois de pedidos de juízes, TRE consultará governador

Os juízes que atuam nas cidades de Bayeux, Itabaiana e Piancó pediram ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) o apoio de forças federais nas eleições de outubro. O presidente da Corte, Márcio Murilo da Cunha Ramos, enviará as solicitações ao governador Lucas Ribeiro (PP) para saber a viabilidade da Polícia Militar do estado realizar a segurança nos municípios. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Blog Wallison Bezerra.

O juiz Francisco Antunes Batista, da 61ª Zona Eleitoral, de Bayeux, informou ao Tribunal que apesar de não haver notícias concretas sobre ameaças por parte de criminosos ao pleito, há um “clima de insegurança” no município.

Para o magistrado, existe “um cenário de confronto entre facções criminosas, as quais vêm avançando de forma alarmante na região, ocupando áreas comunitárias e ocasionando expressivo aumento da criminalidade”.

Em Itabaiana, o juiz Michel Rodrigues de Amorim, da 6ª Zona Eleitoral, argumentou que o poder das organizações criminosas “atingiu um patamar de gravidade que exige a atenção imediata e excepcional das autoridades”.

“O avanço da criminalidade organizada na região de Itabaiana é um fato incontestável, evidenciado pelo aumento exponencial de índices de crimes violentos e pela audácia dos grupos armados que circulam em determinadas áreas. Essa realidade impõe um estado de alerta permanente, uma vez que a segurança pública local, apesar dos esforços empenhados, encontra-se operando no limite de sua capacidade, sem conseguir conter a expansão e a influência desses grupos que certa maneira ameaçam a integridade das instituições democráticas”, citou.

No Sertão paraibano, em Piancó, o juiz Italo Gondim apontou o “acirramento da polarização política local” para solicitar o pedido de Forças Federais no município.

Italo Gondim pontuou que há um ambiente de hostilidade provocando episódios graves, como a prisão de uma liderança por suspeita de plano de atentado contra rival.

“Esse cenário gera fundado receio de perturbação aos trabalhos eleitorais, comprometendo a normalidade e a liberdade do exercício do voto. Embora as forças estaduais atuem com eficiência, a gravidade específica desse conflito local justifica o reforço federal, que atuará como medida preventiva e dissuasória para garantir a segurança institucional indispensável ao pleito”, registrou no pedido.

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