“Pedi uma revisão à Fifa”, admite Trump sobre cartão vermelho

O presidente americano Donald Trump (foto) reconheceu nesta segunda-feira, 6, que pediu à Fifa a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun, da Seleção dos Estados Unidos, que o impediria de enfrentar a Bélgica pelas oitavas de final na Copa do Mundo hoje.

“Ele não fez nada de errado e é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores jogadores, um jogador muito vital. E ele [o árbitro] deu a ele um cartão vermelho. Eu não sabia o que isso significava. Não achei que significasse muito. Então comecei a ouvir que isso significa que ele não pode jogar na próxima partida, pelo menos na próxima partida. Eu disse: ‘Nossa, isso é uma coisa grande, sabe, se tivesse acontecido com outro jogador, teria sido injusto’”, comentou Trump.

“Mas quando eles tiram o seu melhor jogador, ou quase isso — eles têm alguns jogadores excelentes, mas… — e dizem que você não pode jogar… Isso é muito injusto. É, sabe, uma coisa é penalizar alguém pelo jogo, mas como você o penaliza por um jogo que ainda nem foi disputado? É muito injusto. Você não pode fazer isso. Então, sim, eu pedi uma revisão à FIFA. Falei com um homem que é muito respeitado e, a propósito, cujo nível de respeito aumentou dez vezes”, completou.

Cartão vermelho

A suspensão automática por cartão vermelho é praxe há anos no futebol mundial, e pode vir a ser reconsiderada por tribunais esportivos. No caso de Balogun, não foi apenas o cartão vermelho apresentado a ele na partida contra a Bósnia que foi suspenso, mas a própria regra.

“Por força do Artigo 27 do FDC, a aplicação da suspensão automática de uma partida ao jogador norte-americano Folarin Balogun fica suspensa por um período de prova de um (1) ano”, informou a Fifa no domingo, em nota oficial.

Minutos depois do anúncio da decisão, o jornal The New York Times revelou que Trump tinha conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a reconsideração.

A UEFA publicou uma dura reprimenda a Fifa pela mudança de regra no meio do torneio.

“Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável”, disse a entidade europeia.

CNN Brasil

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