O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), exonerou o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e o agente da Polícia Civil Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, dos cargos comissionados que ocupavam na corporação. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE-PB) desta quinta-feira (29).
Os dois são investigados na Operação Pérfidus, que apura um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas por policiais para posterior revenda a grupos criminosos. Apesar das exonerações, eles não foram demitidos da Polícia Civil e permanecem vinculados à instituição.
Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa, enquanto Eduardo Jorge ocupava a chefia de investigação. A exoneração se refere às funções de confiança exercidas pelos dois.
Segundo as investigações, o delegado é suspeito de participar do desvio de entorpecentes apreendidos, receber parte dos lucros obtidos com a revenda das drogas e utilizar sua posição hierárquica para proteger integrantes do grupo. Já o agente é investigado por supostamente atuar na retirada e no armazenamento de entorpecentes, no monitoramento de carregamentos e na manipulação de rastreadores.

